Materiais didáticos para ensino de inglês não funcionam no Brasil 

Materiais didáticos para ensino de inglês são os queridinhos das escolas de idiomas. Apostilas e livros de exercícios são empurrados para todos os alunos trazendo resultados pífios. É fácil perceber que estes supostos materiais didáticos de inglês não funcionam e agora você vai entender o porquê.   

Para Dan Camillo, VP Sales and Customer Development da GO15, startup de tecnologia para área de ensino, no Brasil existem duas vertentes de ensino de inglês que utilizam materiais didáticos de maneira equivocada: 

– Escolas que utilizam materiais importados, porém, genéricos;
– Escolas que produzem materiais próprios, mas com pouca qualidade

Nós já falamos antes aqui que as escolas de inglês fracassaram em sua missão. Se quiser ler, pode clicar aqui!

Escolas com materiais de fora
Há poucas escolas que utilizam materiais produzidos por editoras estrangeiras de respeito, como Oxford e Cambridge. Estes livros são mais baratos, custam em média R$ 100 reais e as escolas recebem um percentual pelas vendas. São bem poucas as redes que trabalham neste sistema.  Os materiais didáticos são de alta qualidade, confeccionados por editoras especializadas que investem em pesquisa e em desenvolvimento, mas Dan aponta um grande problema: o direcionamento generalista:

“Eles possuem um time muito competente, no entanto, são materiais genéricos que não trabalham necessidades específicas de etnias. Brasileiros cometem determinados erros,  latinos hispano falantes cometem outros diferentes e asiáticos possuem outras demandas. Essas editoras fazem materiais genéricos e vendem para o mundo todo. O lucro é muito grande e eles ganham no volume” explica Dan Camillo. 

O maior problema é o material não ser pensado para a realidade dos diversos países, interferindo na questão da dicção e da fluência.   

Escolas que produzem seu próprio material
A outra vertente engloba escolas de redes que produzem material próprio. Essas escolas possuem uma matriz e tem suas franquias que são remuneradas de duas maneiras:

— pela mensalidade e
— pelas vendas de materiais didáticos através de comissões

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Neste grupo de empresas, as franquias produzem seu próprio material, geralmente de baixa qualidade e com um valor muito elevado.  As franquias não são especializadas em produzir materiais didáticos, então, é criado um departamento de desenvolvimento formado por pessoas, na maioria das vezes não muito qualificadas, para criar o conteúdo. A preocupação das escolas com o material próprio está com as margens de lucro que bate mais de 90%. O resultado é um material cheio de erros de grafia e conceituais:

“Isso é muito sério. Essas franquias vendem esses materiais cheio de problemas e emitem uma errata para os professores, dizendo que houve uma atualização de conteúdo. Nem preciso dizer que esse material é caríssimo e serve apenas para renumerar as franqueadoras que acabam multimilionárias com esse negócio. Os alunos adquirem este material por um valor altíssimo, uma verdadeira cilada, pagando algo que terá pouco uso para ele.”

A tática da venda de material
Dan explica que as escolas ‘amarram’ o aluno durante um certo tempo. Normalmente, quem se matricula nesses cursinhos, fica oito meses, que é o tempo médio de permanência nas escolas presenciais. Para tanto, o aluno precisa comprar o material, ou para o curso completo, ou para um semestre. Isso acontece, pois, o aluno desiste do curso antes da sua finalização:

“Para segurar o aluno, essas escolas geralmente pedem o pagamento antecipado do material didático com cheques pré-datados ou cartão de crédito. Esse é o modelo mais adotado. O cheque é um documento que pode ser usado para protestar e recuperar o valor com o aluno. As escolas dificilmente fazem por boleto justamente pela inadimplência. Preferem que o aluno compre materiais para seis meses com seis cheques pré-datados. Tem que comprar para o curso todo e tem gente que acaba deixando até um talão inteiro. As escolas até mudaram um pouco essa forma de cobrança, mas acabam forçando o uso do cheque” completa o especialista.

Inglês Online não “empurra” material didático
O método online, além de ser mais prático, também é mais barato por não fazer o aluno gastar com materiais extras desnecessários. O método foi desenvolvido por falantes nativos da língua inglesa e que também são fluentes em português, que conhecem a realidade dos brasileiros e as dificuldades naturais que essas pessoas enfrentam quando tentam aprender inglês. Não há gastos com apostilas duvidosas e nem armadilhas para segurar o aluno    

 

Fonte: KAKOI Comunicação

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